Hugo de Sousa | Founder & CEO

 

“Menos pilotos, mais impacto.”

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Qual será a mudança com maior impacto nos próximos 12 meses?


Entraremos numa segunda fase da adoção de IA. Depois da disseminação de ferramentas de produtividade, o foco passará para o redesenho dos processos a partir das capacidades atuais da tecnologia. O impacto deixará de ser medido pelo número de licenças, prompts ou agentes e passará a ser avaliado pelas mudanças efetivas nos processos e pelos resultados alcançados.

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Que medida concreta devem as empresas preparar desde já?


As empresas devem criar uma capacidade permanente de adoção, com responsabilidade executiva, pessoas dedicadas e objetivos mensuráveis. Uma estrutura pequena e multidisciplinar pode manter um pipeline de oportunidades, apoiar as áreas de negócio, assegurar a governação e medir resultados, sem se transformar num novo silo.

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Que desafio continua a ser subestimado pelas organizações?


Apesar da evolução dos modelos, a adoção continua a ser o principal desafio. Ter tecnologia, formação ou projetos-piloto não significa que a organização tenha mudado a forma de trabalhar. A questão decisiva é perceber que atividades se tornaram mais rápidas, que decisões ganharam qualidade e que valor adicional a IA permitiu criar.

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Que mudança de governação considera mais urgente?


A governação deve deixar de ser encarada apenas como compliance e passar a funcionar como capacidade de gestão. As empresas precisam de inventariar sistemas e casos de uso, classificar riscos, definir responsáveis e níveis de autonomia e garantir supervisão humana. Governar deve permitir uma adoção mais rápida, segura e consciente.